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Brasil e o Mundo

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Fim de semana e feriado levaram aglomerao de pessoas s praias do Rio
de Janeiro, num momento em que contaminao alcana 4,162 milhes
(foto: Carlos Fabal/AFP)

Braslia – A taxa de transmisso (Rt) da COVID-19 no Brasil subiu esta semana e voltou aos patamares de descontrole da doena. Na nova avaliao do Imperial College de Londres, o ndice de 1, ou seja, est no limiar dos nveis de descontrole. Isso significa que cada infectado transmite a doena para mais uma pessoa. Na avaliao anterior, o pas registrou a menor marca desde a intensificao da pandemia, com Rt em 0,94, mas no conseguiu manter a queda. ndices a partir de pontuao um indicam descontrole da transmisso e, com isso, o Brasil volta ao rol de naes onde a doena considerada ativa.
At agosto, o Brasil chegou a ficar por 16 semanas consecutivas com Rt acima de 1, e foi classificado como o pas da Amrica Latina com mais longa permanncia nos altos patamares de transmisso do novo coronavrus. O status do contgio continua na classificao de lento a estagnado.
O indicador um dos fatores que auxiliam no controle da epidemia, mas, para se manter baixo, precisa estar alinhado com outros elementos, como nmeros de novos casos de contaminao e de bitos. So considerados tambm taxa de ocupao de leitos e dados de sndrome respiratria aguda grave (SRAG).
No ranking dos 72 pases avaliados, o Brasil tem a 35ª maior taxa de contgio, uma piora de 12 colocaes em relao listagem da semana passada. No h pases da regio latino-americana entre as cinco piores marcas de transmisso nesta semana.
Aps ter observado reduo da taxa de 1,32 para 1,20, o Paraguai apresenta a pior marca entre os pases da regio, seguido pela Argentina, que, esta semana, registrou aumento na Rt de 1,09 para 1,17. Alm do Brasil, esto relacionados entre os pases com a transmisso fora de controle na Amrica Latina: Repblica Dominicana (1,13), Bolvia (1,07), Honduras (1,06), Costa Rica (1,04), Chile (1,02) e Venezuela (1,02).
No Brasil, aps um feriado que mostrou a queda do isolamento social, 14.279 novos casos de contaminao pelo novo coronavrus e 504 mortes foram registrados ontem, de acordo com o Ministrio da Sade. O balano da doena respiratria mostra 4.162.073 pessoas infectadas e 127.464 mortes pela doena.

Com a diminuio dos nmeros, a mdia mvel de casos dos ltimos sete dias est em 30.163, enquanto a de mortes caiu para 695, segundo clculos do Conselho Nacional de Secretrios de Sade (Conass). Os ndices de bitos no so baixos desde meados de maio, quando a pandemia havia se intensificado no pas. Apesar de os novos registros mostrarem nmeros menores do que a mdia mvel, especialistas preveem que as aglomeraes vistas no ltimo fim de semana s reflitam nas atualizaes dos dados dentro de duas semanas.

Vacina O ministro interino da Sade, Eduardo Pazuello, afirmou ontem que o governo pretende comear a vacinar a populao brasileira contra a COVID-19 em janeiro de 2021. O Brasil participa do desenvolvimento do imunizante da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a indstria farmacutica AstraZeneca. No entanto, a   pesquisa da vacina foi suspensa ontem nos Estados Unidos. O motivo foi reao adversa grave em participante do estudo.
Durante reunio ministerial no Palcio do Planalto, Eduardo Pazuello respondeu pergunta da youtuber mirim Esther, escalada pelo presidente Jair Bolsonaro para questionar seus auxiliares, em tom de descontrao, durante parte do encontro.
“Vai ter vacina para todo mundo e remdio, ou no vai?”, questionou a menina, repetindo pergunta ditada pelo presidente. “Esse o plano. A gente est fazendo os contatos com quem fabrica a vacina e a previso de que chegue para a gente em janeiro. Janeiro a gente comea a vacinar todo mundo”, respondeu Pazuello.

Para a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca, o Brasil acertou protocolo de intenes que prev a disponibilizao de 30 milhes de doses at o fim do ano. Est concluindo as negociaes para o pagamento e a assinatura de acordo final que incluir a transferncia de tecnologia para produo nacional, que dever ser conduzida pela Fundao Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Caso a vacina tenha sua eficcia comprovada, a previso produzir, inicialmente, 100 milhes de doses a partir de insumos importados. (Com agncias)

Quase 36 mil doentes em BH


Gabriel Ronan

Belo Horizonte registrou ontem balano de 1.072 mortes provocadas pela COVID-19. O boletim epidemiolgico e assistencial da prefeitura informa que 15 bitos ocorreram desde a ltima sexta-feira. Quanto ao nmero de casos de contaminao, a cidade totaliza 35.983 – diferena de 664 diagnsticos a mais em relao ao levantamento anterior, divulgado no dia 4.

No balano feito por administraes regionais da prefeitura, a Oeste e a Nordeste so aquelas com o maior nmero de mortes: 134, uma a mais que os registros em Venda Nova. Na sequncia, aparecem Noroeste (130), Barreiro (120), Leste (111), Norte (107), Centro-Sul (106) e Pampulha (97).

H investigao em andamento sobre sete mortes, o que pode elevar o nmero total para 1.079. So 891 bitos j descartados para a doena. O ltimo fim de semana foi de reabertura de bares e restaurantes com venda de bebidas alcolicas em Belo Horizonte. Os nmeros apresentados no balano de ontem, porm, ainda no refletem essa flexibilizao.
Especialistas afirmam que as medidas de reabertura da atividade comercial levam, em mdia, 14 dias para influenciar os dados oficiais sobre a abrangncia da doena respiratria. Portanto, s ser possvel medir o impacto da flexibilizao no prximo dia 18. O tempo de incubao do novo coronavrus estimado em duas semanas.
Entre as pessoas que morreram vtimas da COVID-19 em BH, 596 eram homens e 476 mulheres. A maioria dos bitos, 81,9% (878), acometeu idosos. Outros 15,9% (170) tinham entre 40 e 59 anos; e 2,2% (24) entre 20 e 39 anos.

Profissionais da sa
Profissionais da sade acompanham trs casos, em BH, Contagem e Varginha, suspeitos por novo diagnstico da doena em trs meses ou mais (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press %u2013 9/7/20)

Minas investiga reinfeco


Matheus Adler e Cristiane Silva

Aps publicao de nota tcnica da Secretaria de Estado de Sade (SES/MG) sobre casos de contaminao suspeitos de reinfeco pelo novo coronavrus, o chefe da pasta, Carlos Eduardo Amaral, informou, ontem, que o estado tem trs pacientes em acompanhamento nessa circunstncia: um em Belo Horizonte, um em Contagem, na regio metropolitana da capital, e o terceiro em Varginha, no Sul de Minas. No h confirmao de pessoas reinfectadas.
Para a SES/MG, considerado caso suspeito de reinfeco aquele em que a pessoa apresenta novo quadro clnico em perodo superior a 90 dias da data do primeiro episdio confirmado laboratorialmente. Todos os casos positivos de contaminao pelo coronavrus com novo quadro clnico em perodo igual ou maior do que trs meses em relao ao primeiro diagnstico devem ser testados e notificados ao estado.
Os profissionais da sade tambm devero enviar as amostras positivas Fundao Ezequiel Dias (Funed), onde ser feito o sequenciamento gentico para verificar a presena de mutaes. “Esses casos ainda esto em acompanhamento e, na verdade, estamos observando, fazendo uma checagem, porque o nmero de reinfeces hoje, avaliadas no mundo, muito pequeno”, afirmou o secretrio Carlos Amaral.
Ele destacou a importncia dos cuidados e da checagem muito bem-feita desses casos, inclusive, com avaliao de exames atuais e anteriores. Isso necessrio para dar segurana ao diagnstico de reinfeco. “At o momento, no temos casos confirmados, mas esses casos que foram notificados continuam em acompanhamento”, disse.
Segundo informaes da secretaria, o primeiro caso de reinfeco por coronavrus no mundo foi confirmado por pesquisadores chineses e se refere a um homem com o segundo caso diagnosticado quatro meses e meio aps o primeiro diagnstico. O sequenciamento do genoma mostrou que as duas cepas do vrus so diferentes, o que comprova a reinfeco.
Como no Brasil todas as amostras coletadas para a testagem do coronavrus so guardadas pelos laboratrios, se houver suspeita de reinfeco possvel comparar os materiais. Isso possibilita que seja feita a investigao que verifica a presena de mutaes do vrus.
O secretrio estadual de Sade falou, tambm, sobre o nmero de internaes por sndrome respiratria aguda grave (SRAG). Nas duas ltimas semanas, o nmero de hospitalizaes diminuiu: na semana 33, 3.246 pacientes deram entrada em alguma unidade de sade devido SRAG. J na semana seguinte, o nmero caiu para 2.600, chegando a 1.618 na ltima semana. Carlos Eduardo acredita que a tendncia de queda.

Balano Minas Gerais est cada vez mais perto de alcanar a triste marca das 6 mil mortes pela COVID-19 desde maro. Segundo o boletim divulgado ontem pela Secretaria de Sade, mais 26 bitos foram confirmados no perodo de 24 horas, o que levou o estado a totalizar 5.877 vidas perdidas para o vrus. Tambm foram registradas outros 651 diagnsticos, elevando o total a 236.663 casos. A doena j atinge quase a totalidade de Minas, presente em 840 dos 853 municpios.

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Redação

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